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Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde

 Estudo revela impacto dos hábitos de vida na genética das crianças e adolescentes

Um estudo recente, conduzido por pesquisadores do Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), trouxe à tona a relação entre obesidade, estilo de vida, fatores imunológicos e o comprimento dos telômeros em crianças e adolescentes.

A dissertação “Papel da obesidade, do estilo de vida e dos fatores imunológicos no comprimento dos telômeros em crianças e adolescentes”, produção da mestranda Nathália Quaiatto Félix, orientado pela professora doutora Cézane Priscila Reuter e coorientado pela professora doutora Andréia Rosane de Moura Valim, foi construída ao longo de 2022 e 2023. 

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O aumento alarmante da obesidade nessa faixa etária é atribuído a mudanças ambientais, como hábitos alimentares pouco saudáveis, estilo de vida sedentário e a falta de atividade física.

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Os resultados do estudo apontaram como fatores socioeconômicos podem influenciar o comprimento dos telômeros. O estudo descobriu que adolescentes, especialmente aqueles não-brancos e de áreas rurais, tinham telômeros mais curtos quando tinham um IMC mais alto (Figura 05).  

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Além disso, em crianças e escolares de áreas urbanas, observou-se uma ligação positiva entre o comprimento dos telômeros e o número de leucócitos no sangue, enquanto em diferentes grupos, os linfócitos e o índice estavam diretamente relacionados ao comprimento dos telômeros. Os resultados mostraram que, em estudantes que não praticam atividade física, aqueles com excesso de peso tendem a ter telômeros mais curtos, e que telômeros mais longos estão relacionados com certos tipos de células no sangue.

Esse estudo fornecem uma compreensão mais profunda do comprimento dos telômeros na população infantojuvenil local, destacando a importância da conscientização sobre hábitos saudáveis. Os pesquisadores da Unisc esperam que essas descobertas sirvam como um alerta para a importância de promover estilos de vida saudáveis desde a infância, contribuindo para uma sociedade mais saudável e resistente a doenças relacionadas à obesidade. 

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Pesquisa da Unisc desenvolve curvas de crescimento e analisa prevalência de anemia em escolares

Entre os anos de 2022 e 2024, a mestranda Vanessa Regina Jung, do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), desenvolveu sua dissertação intitulada “Curvas de crescimento em escolares no período da infância até a adolescência”, sob orientação do doutor Alexandre Rieger. O estudo utilizou dados do projeto “Saúde dos Escolares”, previamente coordenado pela doutora Cézane Priscila Reuter (Unisc), e analisou informações de 4.802 indivíduos.

O principal objetivo do estudo foi criar curvas de crescimento humano, determinando a velocidade de crescimento dos escolares e analisando sua capacidade de prever a maturidade biológica. 

Principais resultados

Diferenças entre crescimento urbano e rural

Os resultados indicaram diferenças relevantes no crescimento entre escolares urbanos e rurais: As curvas de crescimento em altura foram semelhantes ao padrão da OMS (2007), exceto para meninos rurais, que continuaram crescendo até os 18 anos, enquanto meninos urbanos e a referência da OMS indicaram estabilização aos 15 anos. 

Os achados reforçam a necessidade de desenvolver curvas de crescimento personalizadas para diferentes populações, considerando as variações regionais e socioeconômicas. Além disso, o estudo destaca a relevância de testes antropométricos simples e acessíveis para monitorar a saúde infantil e prevenir doenças. 

A pesquisa abre caminho para a formulação de estratégias de saúde pública que garantam o acompanhamento nutricional e crescimento adequado de crianças e adolescentes, promovendo a prevenção de deficiências nutricionais e condições crônicas desde a infância.

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Pesquisa sobre a formação de servidores penitenciários do RS é apresentada à comunidade acadêmica e ao sistema prisional

Os resultados da pesquisa “A formação para o trabalho do servidor penitenciário do Rio Grande do Sul nas políticas públicas de educação e saúde voltadas à população privada de liberdade” foram apresentados à comunidade acadêmica e aos servidores do sistema prisional no final de fevereiro de 2024. O estudo foi realizado ao longo de 2023 e desenvolvido pela mestranda Pauline Schwarzbold, do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), que também é servidora da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) do Estado do Rio Grande do Sul. A pesquisa foi orientada pela professora doutora Lia Gonçalves Possuelo e pela professora doutora Suzane Beatriz Frantz Krug.

Os resultados indicaram baixa adesão dos servidores a cursos de formação na área de políticas públicas, incluindo educação e saúde voltadas à população carcerária. O estudo revelou diferenças na percepção de conhecimento entre os cargos:

  • Técnicos penitenciários: Afirmaram ter bom ou ótimo conhecimento nas áreas analisadas.
  • Agentes penitenciários: Relataram possuir algum conhecimento.
  • Agentes penitenciários administrativos: Declararam não possuir conhecimento sobre as políticas públicas avaliadas.

Esses achados reforçam a importância de ofertar cursos de capacitação, garantindo que todos os servidores estejam preparados para atuar em consonância com o objetivo institucional de reinserção social da população privada de liberdade.

Perspectivas para capacitação

Em resposta aos resultados, a Escola dos Serviços Penitenciários (ESP) está estruturando um planejamento estratégico para ampliar a oferta de cursos, priorizando as demandas identificadas tanto pela gestão estadual quanto pelas gestões regionais. As capacitações passarão a ser disponibilizadas conforme um calendário planejado, levando em consideração as necessidades do sistema penitenciário em nível estadual.

O estudo destaca a necessidade de políticas públicas mais eficazes na capacitação dos servidores penitenciários, garantindo que estejam aptos a atuar de forma integrada e qualificada para promover a educação, a saúde e a segurança dentro do sistema prisional.

Na foto, Pauline Schwarzbold e Lia Possuelo em evento sobre políticas públicas no sistema prisional

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Pesquisa inédita no Brasil avalia protocolos de sepse em UTIs e manejo da antibioticoterapia

A sepse é uma condição clínica grave desencadeada por uma resposta desregulada do sistema imunológico diante de uma infecção, podendo levar à disfunção de órgãos vitais e colocar a vida do paciente em risco. Atualmente, a sepse está associada a uma em cada cinco mortes no mundo, sendo considerada um grave problema de saúde pública e uma das principais causas de mortalidade em unidades de terapia intensiva (UTI), com taxas variando entre 10% e 40%, conforme a gravidade do quadro e a idade do paciente.

Diante desse cenário, uma pesquisa realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) teve como objetivo avaliar o perfil das instituições brasileiras com UTI adulto que possuem protocolos de sepse, analisando parâmetros das diretrizes da Campanha Sobrevivendo à Sepse (SSC) e promovendo estratégias para o manejo adequado do paciente séptico, com foco na prevenção da resistência microbiana.

Esse estudo preliminar é inédito no Brasil e, pela quantidade de centros analisados, possivelmente o maior da América Latina. A pesquisa faz parte da dissertação de Géssica Milani Carneiro, mestranda da Unisc, sob orientação do doutor Marcelo Carneiro (Unisc) e coorientação da doutora Jane Dagmar Pollo Renner (UNISC). O estudo foi desenvolvido em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Projeto Stewardship Brasil, entre 2022 e 2023.

Principais resultados do estudo

Foram analisados 1.169 hospitais brasileiros com UTI adulto e os pesquisadores destacam que este estudo representa um marco na América Latina, trazendo dados iniciais sobre o manejo da sepse e o uso de antibioticoterapia em hospitais brasileiros. Os resultados apontam a necessidade de aprimorar os protocolos de sepse nas UTIs, garantindo um manejo mais ágil e eficaz para reduzir a mortalidade e combater a resistência microbiana. Novos estudos detalhados permitirão qualificar ainda mais os dados brasileiros, mas o primeiro passo foi dado e o movimento para melhorar os desfechos da sepse no país já está em andamento. 

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Pesquisa avalia indicadores de monitoramento e segurança em Instituições de Longa Permanência para Idosos na 28ª Região de Saúde do RS

O monitoramento e a avaliação das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) são fundamentais para garantir a qualidade da assistência e a segurança das pessoas idosas institucionalizadas. Para compreender esse contexto, a mestranda Luísa Gelsdorf, do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Unisc, desenvolveu a pesquisa intitulada “Análise dos indicadores de monitoramento e avaliação das instituições de longa permanência para idosos e as implicações na saúde e segurança do idoso institucionalizado: um estudo na 28ª Região de Saúde / RS”. O estudo foi realizado entre 2022 e 2024, sob orientação da doutora Suzane Beatriz Frantz Krug.

Principais achados do estudo

A pesquisa analisou a situação das ILPIs nos municípios da 28ª Região de Saúde do Rio Grande do Sul e identificou possíveis subnotificações de alguns indicadores críticos, como:  Tentativas de suicídio; Diarreia aguda; Desidratação; Desnutrição; Quedas com lesões; Escabiose (sarna).

Os profissionais entrevistados reconhecem a importância dos indicadores para avaliar a qualidade do atendimento nas ILPIs, mas relataram que as ações baseadas nesses dados são executadas apenas pelos responsáveis técnicos. Eles sugerem que a Vigilância Sanitária envie relatórios anuais sobre as notificações registradas, propondo melhorias baseadas nesses dados.

Desafios e recomendações

Entre as principais demandas apontadas pelos profissionais das ILPIs estão: Implementação de um sistema informatizado e interligado para agilizar a transmissão de notificações para a Vigilância Sanitária; Capacitação técnica dos profissionais para aprimorar a avaliação das ILPIs; Maior integração entre ILPIs e secretarias de saúde municipais, que atualmente direcionam suas estratégias para a Rede Bem Cuidar, sem abarcar totalmente a população idosa institucionalizada.

Os resultados do estudo reforçam a necessidade de aprimoramento no monitoramento da saúde e segurança de idosos institucionalizados, buscando garantir que as ILPIs estejam alinhadas com boas práticas assistenciais e protocolos de notificação mais eficientes.

A pesquisa abre caminho para o desenvolvimento de estratégias que fortaleçam a fiscalização, qualifiquem o atendimento e promovam políticas públicas mais abrangentes voltadas ao bem-estar da população idosa. 

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Pesquisa da Unisc investiga a relação entre histórico familiar, nascimento e saúde cardiometabólica em escolares

As doenças cardiometabólicas estão entre as principais causas de mortalidade no mundo, sendo caracterizadas por condições como colesterol alto, hiperglicemia, obesidade e hipertensão arterial. Embora sejam mais frequentemente diagnosticadas em adultos, estudos demonstram que o desenvolvimento dessas doenças pode ter início ainda na infância e adolescência. Fatores como histórico familiar, condições do nascimento e estilo de vida exercem influência sobre os riscos cardiometabólicos futuros.

Uma pesquisa conduzida pelo Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) buscou compreender as relações entre história familiar, histórico de nascimento e perfil cardiometabólico em crianças e adolescentes em idade escolar. O estudo analisou estudantes de escolas públicas e privadas, tanto da região central quanto rural do município de Santa Cruz do Sul. A pesquisa é resultado da dissertação de mestrado da fisioterapeuta Kamila Mansour, sob orientação da professora doutora Cézane Priscila Reuter (Unisc) e coorientação da professora doutora Dulciane Nunes Paiva (Unisc).

O estudo conclui que existe existe relação entre histórico de doenças familiares e o aumento dos fatores de risco para doenças cardiometabólicas em crianças e adolescentes. Foi observada uma associação linear entre peso ao nascer e medidas de adiposidade, como circunferência da cintura, percentual de gordura corporal e índice de massa corporal (IMC) – indicando que quanto maior o peso ao nascer, maiores foram essas medidas na infância e adolescência. Esses achados reforçam a importância do cuidado pré-natal adequado e do acompanhamento da saúde materno-infantil, pois elementos desde o nascimento podem influenciar a saúde cardiometabólica ao longo da vida.

A pesquisa destaca a necessidade de políticas de saúde voltadas à prevenção desde os primeiros anos de vida, incentivando o monitoramento de fatores de risco, a promoção de hábitos saudáveis na infância e o suporte à saúde da gestante e da criança.

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Pesquisa da Unisc avalia uso de termografia para monitoramento de terapia infusional em cateter vascular periférico

O Cateter Venoso Periférico (CVP) é amplamente utilizado em hospitais para a administração de medicamentos, hemocomponentes e outras terapias intravenosas. No entanto, seu uso pode estar associado a infecções da corrente sanguínea (ICS), que afetam aproximadamente 0,2% dos pacientes, podendo levar a complicações locais e sistêmicas. Dessa forma, desenvolver ferramentas que auxiliem no diagnóstico precoce de complicações no local de inserção do CVP é essencial para a segurança do paciente.

A termografia por infravermelho surge como uma alternativa viável para esse monitoramento, pois é um método preciso, simples, econômico, não invasivo e não radioativo. Essa tecnologia permite a identificação precoce de alterações térmicas associadas a inflamações e infecções, podendo ser aplicada na avaliação de complicações em cateteres venosos.

Nesse sentido, a mestranda Andréli Taís Kila, do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), desenvolveu a dissertação intitulada “Registro de Imagens Termográficas em Dispositivo Móvel para o Monitoramento de Terapia Infusional em Cateter Vascular Periférico”. O estudo foi orientado pela doutora Mari Ângela Goedke (Unisc) e coorientado pela doutora Jane Dagmar Pollo Renner (Unisc).

O estudo validou condições essenciais para a captura de imagens termográficas em dispositivos móveis. Os achados reforçam o potencial da termografia como ferramenta auxiliar para o monitoramento da terapia infusional, contribuindo para o aprimoramento da segurança dos pacientes e reduzindo o risco de complicações associadas ao uso de cateteres venosos.

A pesquisa conduzida na Unisc abre caminhos para a implantação de novas tecnologias na monitorização de dispositivos médicos, colaborando para a inovação na área da saúde e aprimorando protocolos de segurança hospitalar. 

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Pesquisa da Unisc investiga os sentidos atribuídos à autolesão entre adolescentes atendidos no CAPSi

O corpo humano sempre foi considerado um meio de expressão, e na contemporaneidade, a autolesão tem sido um fenômeno frequente entre adolescentes. Esse período da vida é marcado por intensas transformações emocionais, nas quais alguns jovens podem recorrer ao ato de machucar a si mesmos sem intenção suicida.

Nesse sentido, a mestranda Carolina da Silva Pedroso, do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), desenvolveu a dissertação intitulada “Adolescentes que se autolesionam e os sentidos atribuídos ao ato: um estudo em um Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) de um município do Vale do Rio Pardo/RS”. O estudo foi orientado pela professora doutora Edna Linhares Garcia e pelo professor doutor Deivis de Campos.

A pesquisa teve como objetivo analisar os sentidos produzidos acerca da autolesão não suicida entre adolescentes. A pesquisa identificou que a autolesão possui funções comuns entre os adolescentes, mas também apresenta significados individuais e subjetivos. Esse conhecimento permite desenvolver estratégias e intervenções mais eficazes, bem como direcionar a atenção para os grupos de maior risco. O estudo também destaca a importância de fortalecer as habilidades emocionais e de resiliência dos adolescentes, além de envolver as famílias no processo de prevenção. Por fim, aponta a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas à saúde mental na adolescência, promovendo programas e ações de enfrentamento para o fenômeno da autolesão. 

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Força muscular e doença renal crônica 

A doença renal crônica consiste em lesão renal e perda progressiva e irreversível da função dos rins - que, dentre outras, é a filtração do sangue. Em sua fase mais avançada (chamada de fase terminal de insuficiência renal crônica-IRC), os rins não conseguem mais fazer essa filtração e toxinas se acumulam na corrente sanguínea levando a graves problemas. Uma alternativa para a doença renal avançada é o transplante renal; entretanto, o baixo número de doadores e a escassez de centros que fazem a cirurgia leva a grande parte dos pacientes a necessidade de realizar a hemodiálise por longos períodos. Este é um processo em que uma máquina faz o trabalho dos rins, ela filtra e limpa o sangue – retira os resíduos prejudiciais a saúde. Mesmo que os pacientes realizem a hemodiálise recomendada de maneira adequada, eles são altamente vulneráveis a perda de força e massa muscular. Chamamos esse quadro de sarcopenia.

Uma pesquisa realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) investigou a sarcopenia em doentes renais crônicos que realizam hemodiálise. Participaram do estudo os pacientes do Centro de Nefrologia do Hospital de Caridade e Beneficência de Cachoeira do Sul. A pesquisa é fruto da dissertação de doutorado do médico Pablo Reis de Moraes, sob orientação da Profa. Dra. Hildegard Hedwig Pohl (Unisc) e coorientação da professora doutora. Andréia Rosane de Moura Valim (Unisc). Entre os resultados foi possível conhecer o perfil dos pacientes que realizam hemodiálise rotineiramente, foram expostos aspectos socioeconômicos, tempo de diálise e parâmetros bioquímicos. Também, a dura realidade enfrentada por esses pacientes foi um fato que impacta – alguns percorrem mais de 100km para o tratamento na frequência de 3 vezes por semana. Há uma prevalência aumentada para anemia e distúrbios do fosfato entre os pacientes, o que leva a uma grande necessidade de cuidados clínicos e nutricionais.

Além disso, através de testes de bioimpedância, ultrassonografia muscular e teste de força muscular, chegou-se ao diagnóstico de sarcopenia. Dessa forma, medidas podem ser tomadas pela equipe (médico, enfermagem, nutricionista, fisioterapeuta) a fim de minimizar os impactos dessa condição e melhorar a qualidade de vida. Outro fruto dessa pesquisa foi em correlacionar os dados de bioimpedância com o de força muscular para procurar tornar mais acessível o diagnóstico de sarcopenia na prática clínica de outros pacientes e não só os renais crônicos.

Cuide dos seus rins, seu corpo e saúde agradecem! 

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Pesquisa investiga sentidos produzidos por idosos institucionalizados sobre perdas e luto

A pesquisa intitulada "Sentidos produzidos por idosos institucionalizados acerca de perdas e lutos: vivências marcadas por resistências e (re)existências", realizada pela psicóloga e doutoranda Francisca Sousa Vale Ferreira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (PPGPS-Unisc), busca compreender as experiências de idosos institucionalizados frente às perdas e ao luto. O estudo foi desenvolvido em Teresina, Piauí, em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos.

O objetivo principal da pesquisa foi mapear as vivências de idosos institucionalizados em relação às perdas e identificar políticas de enfrentamento ao luto, refletindo sobre a racionalidade da governamentalidade implicada na promoção da saúde dessa população. Entre os resultados mais relevantes, destaca-se que a experiência da perda vai muito além da morte de entes queridos. Os idosos enfrentam o luto por seus corpos jovens, por sonhos interrompidos, pela carreira profissional descontinuada e pela ausência do convívio familiar e de rituais tradicionais do luto.

Outro ponto significativo é a identificação de situações em que o luto não é reconhecido socialmente, como a perda da juventude ou a redução da força física para o trabalho, o que pode agravar o sofrimento e dificultar a elaboração do luto.

As perdas vivenciadas pelos idosos institucionalizados se interligam a fatores biopsicossociais, formando uma rede de influências que molda a velhice como um processo de múltiplas perdas. Dessa forma, a morte e o morrer tornam-se dimensões complexas, nas quais as perdas individuais se misturam às dinâmicas de subjetivação, resultando em um posicionamento social que, muitas vezes, associa o idoso a um corpo improdutivo e, portanto, inservível para os interesses do mercado.

Entretanto, a pesquisa também aponta que, apesar dessas perdas diárias, os idosos demonstram resistência e (re)existência ao promoverem o cuidado de si, beneficiando-se das políticas institucionais que proporcionam vivências enriquecedoras. O estudo reforça a importância de compreender as subjetivações dos idosos para subsidiar políticas e práticas voltadas à promoção da saúde e ao enfrentamento das demandas geradas pelo envelhecimento.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser obtidas com a doutoranda Francisca Sousa Vale Ferreira da Silva ou com o Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Unisc. 

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Pesquisa sobre a Implementação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é realizada no Serviço de Reabilitação da Unisc

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) anuncia os resultados da pesquisa "Implementação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF): estudo em um Serviço Especializado em Reabilitação Física de Referência Regional do Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul". O estudo foi desenvolvido como tese de doutorado da pesquisadora Camila Dubow, sob orientação da professora doutora Suzane Beatriz Frantz Krug e coorientação da professora doutora Edna Linhares Garcia, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Unisc.

A pesquisa foi conduzida no Serviço Especializado de Reabilitação Física (SRFis) da Unisc, que atua como referência regional do Sistema Único de Saúde (SUS) para 25 municípios. O estudo teve como objetivo analisar os processos de implementação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), um modelo baseado no conceito biopsicossocial, que busca oferecer uma abordagem integrada e abrangente para a reabilitação de Pessoas com Deficiência (PcDs).

O estudo envolveu a equipe multiprofissional do SRFis, composta por fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, docentes e acadêmicos dos cursos de Fisioterapia, Serviço Social, Enfermagem e Psicologia, além de PcDs atendidos pelo serviço. A pesquisa foi estruturada em cinco eixos principais, incluindo entrevistas com PcDs, oficinas e grupos focais com profissionais da equipe, o desenvolvimento de um software para aprimorar o processo de avaliação das PcDs e avaliações contínuas da implementação da CIF.

Entre os principais resultados da pesquisa, destacam-se:

  • Melhoria na qualidade dos serviços prestados pelo SRFis;
  • Ampliação da visão biopsicossocial na abordagem de saúde, promovendo um atendimento mais humanizado e integrado;
  • Maior inclusão e participação ativa das PcDs nos seus processos de reabilitação;
  • Possível impacto na formulação de políticas públicas mais inclusivas para PcDs.

Os achados desse estudo fornecem um suporte relevante para a adoção da CIF em outros serviços de reabilitação e reforçam a importância de estratégias baseadas em evidências para aprimorar o atendimento e a inclusão de PcDs no sistema de saúde.

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Exército Brasileiro investe na promoção da saúde dos jovens militares ingressantes

A promoção da saúde é um compromisso essencial do Exército Brasileiro (EB), que busca garantir o bem-estar e a aptidão física de seus soldados para o desempenho de suas funções. Entre as iniciativas adotadas, destacam-se a realização de exames médicos periódicos, o monitoramento da condição física, a prevenção e o tratamento de doenças, além da orientação sobre hábitos saudáveis, nutrição e prática regular de atividades físicas.

O EB também investe na capacitação contínua de seus profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos, assegurando um atendimento qualificado aos militares. Além disso, promove campanhas educativas voltadas à prevenção de doenças, ao combate ao uso de substâncias ilícitas e à saúde mental e emocional. A preparação física também é um pilar fundamental, com treinamentos regulares que visam aprimorar resistência, força e condicionamento físico, contribuindo para a saúde integral dos soldados.

Nesse contexto, a doutoranda Ana Paula Ziegler Vey, do Programa de Pós-Graduação Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (PPGPS), desenvolveu sua tese de doutorado para avaliar os efeitos de um programa de exercício físico nos jovens ingressantes no Exército Brasileiro. O estudo foi conduzido sob a orientação da Professora Doutora Dulciane Nunes Paiva e contou com o apoio das organizações militares de Santa Maria (RS), que forneceram a infraestrutura necessária para a realização da pesquisa.

A tese, intitulada “Efeitos de um programa de exercício físico em militares do Exército Brasileiro: estudo observacional”, analisou o impacto de um programa estruturado de exercícios físicos na saúde dos recrutas ao longo de dez meses de serviço militar. Os participantes responderam a questionários específicos e passaram por testes para avaliar sua capacidade funcional, função pulmonar e flexibilidade. Os resultados apontam para a importância do treinamento físico adequado na melhoria do desempenho militar e na promoção da saúde dos jovens soldados.

O estudo reforça a relevância de estratégias baseadas em evidências científicas para fortalecer a saúde dos militares desde o início de sua carreira, consolidando o compromisso do Exército Brasileiro com o bem-estar e a qualidade de vida de seus efetivos.

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Estudo comparativo entre praticantes de exercícios físicos em academias brasileiros e espanhóis apontam relação da dieta com danos ao DNA 

O Programa de Pós-graduação em Promoção da Saúde da Unisc - Mestrado e Doutorado (PPGPS) em parceria com a Universidade Politécnica de Madrid (UPM-Espanha) desenvolveu uma pesquisa sobre o perfil de frequentadores de academia com o objetivo de realizar um estudo comparativo sobre hábitos alimentares, prática de exercícios físicos e danos ao DNA entre brasileiros e espanhóis.

A doutoranda Diene da Silva Schlickmann, orientada pela professora Silvia Isabel Rech Franke e corientada pelo professor Alexandre Rieger, realizou parte da pesquisa em Madrid coletando os dados no ano de 2019. A pesquisa em Madrid contou com o apoio do professor Pedro Benito Peinado da Faculdade de Ciência e Atividade Física e do Esporte da UPM e foi realizada em três centros fitness.

Os resultados do trabalho apontam perfis semelhantes entre os hábitos de treino de exercícios físicos e consumo de suplementos alimentares entre os praticantes de academias do Brasil e da Espanha. Em relação à composição corporal, os brasileiros apresentam maior percentual de gordura corporal e os espanhóis maior massa muscular. Os hábitos alimentares em relação ao consumo de carboidratos, proteínas e gorduras e vitaminas e minerais antioxidantes também são diferentes entre os países. Os dados da pesquisa revelam uma relação entre o maior consumo de carboidratos com maior percentual de gordura corporal, além de associações significativas com danos ao DNA nos brasileiros, enquanto os espanhóis parecem ter uma dieta mais protetora devido ao maior consumo de vitaminas e minerais antioxidantes que se associaram com menores frequências de danos ao DNA quando comparado com os brasileiros.

A doutoranda Diene da Silva Schlickmann ressalta que os dados da pesquisa são inéditos e que os resultados chamam a atenção para intervenções focadas em educação nutricional entre os praticantes de academias brasileiros, com o intuito de melhorar o entendimento dos indivíduos sobre a importância do consumo de alimentos fontes antioxidantes para a manutenção do DNA.

A professora Silvia Isabel Rech Franke e o professor Alexandre Rieger fazem uma reflexão sobre a pesquisa, na qual relatam que estudos nessa magnitude são importantes para melhor entender os padrões culturais e o que de fato pode contribuir para a saúde ou doenças em diferentes populações. Os professores ressaltaram que entender essas relações pode ser útil para traçarmos estratégias que possam melhorar a qualidade de vida de pessoas envolvidas em práticas de exercícios físicos em academias. 

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Doutoranda do PPGPS destaca a importância da investigação precoce de fatores de risco para saúde cardiometabólica

A doutoranda Ana Paula Sehn, do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), sob orientação das professoras Doutoras Cézane Priscila Reuter e Jane Dagmar Pollo Renner, conduziu um estudo que analisou a relação entre atividade física, duração do sono e tempo de tela com o desenvolvimento do risco cardiometabólico em crianças e adolescentes.

A pesquisa utilizou dados dos estudos escolares “Saúde dos Escolares” – fases III e IV –, desenvolvidos na Unisc, abrangendo crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, de ambos os sexos, matriculados em escolas públicas e privadas de Santa Cruz do Sul. Os achados evidenciaram a presença precoce de fatores de risco cardiometabólicos, como alterações na pressão arterial, níveis elevados de colesterol total, triglicerídeos, glicemia em jejum e excesso de peso, condições que aumentam as chances de doenças cardiovasculares, principal causa de mortalidade no mundo.

O estudo apontou uma elevada prevalência de inatividade física entre meninos (80,7%) e inadequação da duração do sono entre meninas (42,6%) que apresentaram risco cardiometabólico alterado. Os resultados reforçam a necessidade do cumprimento das recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Guia de Atividade Física para a População Brasileira, que indicam ao menos 60 minutos diários de atividade física para crianças e adolescentes, a fim de preservar a saúde cardiometabólica. Além disso, a pesquisa revelou que o aumento no tempo de atividade física semanal pode atenuar os efeitos negativos do tempo excessivo em frente às telas, comportamento associado a maiores riscos cardiometabólicos e menor duração do sono.

Com base nesses achados, a pesquisadora ressalta a relevância da investigação de fatores de risco à saúde desde a infância, com especial atenção ao ambiente escolar e ações de Educação em Saúde. Estratégias de saúde pública devem estimular hábitos de vida saudáveis na população infantojuvenil, contribuindo para a prevenção de doenças cardiometabólicas. Programas como o “Programa Saúde na Escola”, do Governo Federal, são apontados como essenciais para a promoção da saúde de jovens.

A inovação tecnológica também esteve presente na Tese da doutoranda, com o desenvolvimento de um aplicativo para avaliação do risco cardiometabólico em crianças e adolescentes. O projeto foi realizado em parceria com a Professora Doutora Rejane Frozza, do Programa de Pós-Graduação em Sistemas e Processos Industriais (SPI), e com Roger Fagner Rothmund, egresso do curso de Ciência da Computação. O aplicativo permitirá a padronização da avaliação da síndrome metabólica na infância e adolescência, possibilitando um monitoramento precoce para a prevenção de doenças na vida adulta.

A pesquisa reforça a necessidade de ações preventivas e intervenções baseadas em evidências científicas, contribuindo para a formulação de políticas públicas e estratégias de promoção da saúde desde a infância. 

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Pesquisa feita por egressa do PPG em Promoção da Saúde é aprovada em Congresso Mundial de Cardiologia

Estudo foi desenvolvido no Hospital Santa Cruz (HSC) 

 

Um estudo desenvolvido no Hospital Santa Cruz (HSC) foi aprovado para apresentação no Congresso Mundial de Cardiologia, que será realizado em conjunto com o 77º Congresso Brasileiro de Cardiologia (CBC) entre os dias 13 a 15 de outubro de 2022, no Rio de Janeiro. A pesquisa Efeito do uso de colchicina sobre marcadores inflamatórios, lesão miocárdica e controle da dor no pós-operatório de pacientes de cirurgia cardíaca: um estudo realizado em um hospital de alta complexidade cardiovascular no sul do Brasil foi foco da dissertação de Mestrado da professora do Curso de Medicina da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e médica chefe do Serviço de Emergência do HSC, Bárbara Swarowsky Tabach, que é egressa do Programa de Pós-Graduação - Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade.

A pesquisa foi orientada pela professora Dulciane Nunes Paiva e teve a colaboração dos profissionais Francisco Coelho Lamachia, Lester Krann Motta, Leonardo Dorneles de Souza, Allana Maychat Pereira Oliveira, Leonardo Silveira Nascimento, Silvio Augusto Ortolan, Lara de Matos, Júlia de Moraes Costa e Caroline Brand. Conforme Bárbara, o objetivo do trabalho foi avaliar se o uso da colchicina melhora o status inflamatório no pós-operatório de cirurgia cardíaca, causando melhor controle da dor e prevenindo a ocorrência de complicações como a síndrome pós-pericardiotomia e a fibrilação atrial.

“Ter a pesquisa aprovada para apresentação em um congresso de tamanho prestígio e visibilidade mundial garantirá o seu acesso à comunidade científica global e marca o reconhecimento da relevância deste trabalho”, avaliou a médica. Segundo a professora Dulciane, as doenças cardiovasculares apresentam alta taxa de prevalência e mortalidade e ,assim, a cirurgia cardíaca torna-se indispensável para melhorar a qualidade de vida e aliviar os sintomas dos pacientes.

“A motivação da pesquisa foi a necessidade de buscar formas de atenuar a elevada atividade inflamatória e a dor torácica no pós-operatório”, ressaltou a orientadora do estudo. “Esse trabalho foi desenvolvido pela Bárbara e por toda a equipe de forma exemplar”, elogiou. O evento está sendo organizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, em parceria com a World Heart Federation (WHF). 

 


Estudante da Unisc apresenta estudo sobre profissionais de saúde idosos

 

Divulgação/Unisc

Recentemente, o enfermeiro e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Guilherme Mocelin, apresentou os resultados da pesquisa O contexto e significados do trabalho: um estudo sobre a realidade de profissionais de saúde idosos. A apresentação ocorreu na  13ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS).

A pesquisa foi desenvolvida em Santa Cruz do Sul e foi trabalho de conclusão do curso de Enfermagem de Mocelin, em 2020. Para refletir sobre o tema do trabalho na área da saúde e o envelhecimento humano, estiveram presentes gestores municipais e profissionais de saúde, da educação, além de profissionais envolvidos com o tema do envelhecimento humano de municípios da região. 

A temática gerou discussões a respeito da nova realidade social e profissional, por causa dos constantes processos de envelhecimento que circundam e desafiam a sociedade e os espaços laborais. 

O estudo apresentado está em processo de continuidade no mestrado, onde a investigação é estendida aos 13 municípios de abrangência da 13ª CRS. Ambos os estudos estão sob a orientação da professora Suzane Beatriz Frantz Krug, docente do Departamento de Ciências da Saúde e do PPGPS da Unisc.

 


DOCENTE DO PPGPS TEM TRABALHO CIENTÍFICO PREMIADO EM EVENTO DA UFPE

A pesquisa multicêntrica intitulada Efetividade da máscara de mergulho adaptada (máscara Owner) para ventilação não-invasiva no cenário da pandemia pelo SARS-COV-2: ensaio clínico randomizado, coordenada pela Profa. Dulciane Paiva, docente do Programa de Pós-Graduação Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde, e desenvolvida no Hospital Santa Cruz em associação ao Hospital Otávio de Freitas (PE) e o Hospital do Agreste de Pernambuco (PE), sob coordenação da Profa. Patrícia Érika de Melo Marinho, recebeu premiação de 1° lugar na área de Fisioterapia em Cardiologia, Angiologia, Pneumologia e Unidade de Terapia Intensiva em evento do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da Universidade Federal de Pernambuco, o III Simpósio PPG Fisioterapia UFPE

O referido evento teve como tema: "Desafios e perspectivas da pesquisa e Fisioterapia clínica", tendo em sua programação, palestras e apresentação de trabalhos científicos sobre temas atuais e de relevância para a formação científica e profissional do fisioterapeuta. Segundo Dulciane “tal distinção nos incentiva a continuar contribuindo para a ciência local, nacional e internacional e expande nossa produção científica para o cenário nacional e para o estabelecimento de parcerias científicas com outros Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu no Brasil”.

 

 

 


Pesquisa inédita pode agilizar o rastreamento precoce de diabetes mellitus gestacional 

 

Pesquisa apresentada em defesa pública

 

A diabetes mellitus gestacional, também conhecida como intolerância a carboidratos, é diagnosticada durante período gestacional sem nenhum diagnóstico prévio de diabetes. O diagnóstico precoce da DMG e seu acompanhamento durante o período gestacional com orientações de mudanças de hábitos alimentares, atividade física orientada e acesso a medicações hipoglicemiantes contribuem para a redução dos riscos maternos, como desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 pós-parto, pré-eclâmpsia e de complicações fetais como macrossomia fetal, hipoglicemia fetal, obesidade infantil.

A obesidade e o sobrepeso são considerados os maiores fatores de risco de desenvolver DMG, o que torna um problema de saúde pública devido ao aumento crescente de mulheres obesas e com sobrepeso no período de idade fértil. Dessa forma, métodos de rastreamento cada vez mais precoces e de baixo custo para realização desse diagnóstico são cada vez mais necessários. Tais métodos possibilitam uma atuação de forma multidisciplinar, buscando a diminuição de riscos maternos, evitando que o feto seja gerado em um meio hiperglicêmico, aumentando os riscos de crescimento fetal excessivo, hipoglicemia fetal ao nascer, desenvolvimento de obesidade infantil, desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 a aumento de doença cardiovascular quando adulto jovem.

Após anos de trabalho com gestantes de Alto Risco e de ter atuado junto à Secretaria Municipal de Saúde de Santa Cruz do Sul à frente de um ambulatório de Pré-Natal de Alto Risco vinculado ao Centro Materno Infantil, referência para gestantes com excesso de peso, obesas e ou com diagnóstico de Diabetes Mellitus prévio à gestação ou Diabetes Gestacional, a médica ginecologista e obstetra Fabiana Frey Juruena, realizou uma pesquisa inédita DMG e para predição de ganho de peso durante a gestação. O estudo surgiu da vontade de aprimorar o seu conhecimento nessa área de atuação e transformou-se em um trabalho de mestrado, junto ao Programa de Pós-Graduação em Promoção à Saúde da Unisc (PPGPS).

A pesquisa, orientada pelo professor Valeriano Antonio Corbellini e co-orientada pela professora Silvia Isabel Rech Franke. foi realizada através da coleta de saliva de gestantes que se encontravam com idade gestacional menor que 20 semanas. A partir de análise realizada pela técnica de Espectroscopia de Absorção Molecular no Infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), a saliva mostrou correlação com o sangue, sendo uma forma fácil e indolor para realização de sua coleta e permitiu uma acurácia de 100% para detecção precoce de pacientes que apresentaram alterações laboratoriais compatíveis com DMG comparado às coletas sanguíneas realizadas no pré-natal. Em relação ao ganho de peso gestacional, a técnica também conseguiu precocemente, ou seja, já na primeira consulta de pré-natal, predizer quais eram as gestantes que tinham mais riscos de ganho de peso gestacional acima do esperado.

Um grande avanço na técnica é a utilização da saliva, um fluido de fácil coleta, diferenciando-se da grande maioria das pesquisas as quais são comumente realizadas através de coletas sanguíneas.  Para os pesquisadores, o trabalho tem como grande impacto, além do rastreamento precoce de DMG e da identificação de gestantes de risco para ganho de peso excessivo durante a gestação, uma nova alternativa no auxílio e orientação das equipes de saúde pública, possibilitando o encaminhamento dessas gestantes aos centros de referência, e conscientizando a população da importância de hábitos saudáveis, principalmente durante o período gestacional.

 

Coleta de saliva de uma gestante

 


O absenteísmo ao trabalho na atenção básica de saúde é tema de estudo

Publicado por: Josemar Santos
Publicado em: 23/04/2021 

 

A saúde do trabalhador deve ser motivo de atenção dos gestores, seja público ou privado, pois quando ele está bem, há uma menor taxa de ausências, situação conhecida como absenteísmo ao trabalho. Um estudo realizado no programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Unisc - Mestrado e Doutorado (PPGPS) analisou o perfil de absenteísmo ao trabalho dos profissionais que atuam na Atenção Básica em Saúde no município de Santa Cruz do Sul. A pesquisa fez parte da dissertação da mestranda Clauceane Venzke Zell, sob orientação da professora Suzane Beatriz Frantz Krug e co-orientação da professora Lia Gonçalves Possuelo, intitulada Adoecimento no trabalho: um estudo sobre trabalhadores da atenção básica em saúde de um município do Rio Grande do Sul. A defesa do trabalho ocorreu no dia 8 de março, tendo na banca as professoras Hildegard Hedwig Pohl (Unisc) e Rosangela Marion da Silva da (UFSM).

O estudo foi realizado de janeiro de 2019 a outubro de 2020, quando foram apresentados, nesse período, 1.819 atestados médicos por 510 servidores, o que resultou em 3.138 dias de afastamento. A categoria profissional que mais se ausentou do trabalho foi o agente comunitário de saúde, seguido pelo técnico de enfermagem. A média de idade dos trabalhadores afastados foi de 38,2 anos, sendo que o sexo feminino foi o que mais se afastou.

A pesquisa poderá auxiliar a gestão municipal na definição de estratégias de promoção à saúde do trabalhador da Atenção Básica, visando reduzir o adoecimento do trabalhador e melhorar o atendimento à população usuária.

 

 

 

 

 

 


Pesquisa avalia o uso de alopurinol para normalizar o ácido úrico e melhorar a função renal

O Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Unisc - Mestrado e Doutorado (PPGPS), em parceria com o Hospital São Sebastião Mártir, divulgou os resultados da pesquisa Avaliação do uso de Alopurinol na Doença Renal Crônica e hiperuricemia assintomática. O estudo foi desenvolvido no Ambulatório de Renais Crônicos da Unidade Renal do Hospital São Sebastião Mártir, em Venâncio Aires, e no complexo da Universidade, para avaliar se o medicamento alopurinol oral pode proteger os rins da doença crônica provocada por níveis elevados de ácido úrico no sangue.

A pesquisa é resultado da dissertação da mestranda Maria Elaine Latosinski Santos de Souza (foto), sob orientação da professora Andreia Rosane de Moura Valim e co-orientação da professora Lia Gonçalves Possuelo. Foram inseridos dados coletados de 80 prontuários médicos, onde as informações sociodemográficas e de saúde dos pacientes serviram inicialmente para caracterizar o perfil dos doentes renais da pesquisa. O perfil é de um sujeito no estágio de doença renal moderada (estágio 3), com ácido úrico no sangue em média 7,99 mg/dL, sendo os homens predominantemente hipertensos, enquanto o diagnóstico de diabetes predominou entre as mulheres. Os pesquisadores conseguiram demonstrar também a eficácia do medicamento alopurinol para reduzir o ácido úrico, melhorar a função renal e prevenir a doença renal grave com necessidade de diálise ou transplante de rim nos 24 meses de acompanhamento definido para a pesquisa. O acompanhamento foi regular, com consultas de revisão a cada 6 meses, uma condição essencial para garantir a segurança na prescrição do fármaco.

“Com este estudo, espera-se destacar o perfil do paciente que poderá se beneficiar com a terapia proposta e informar que o tratamento de níveis elevados de ácido úrico no sangue pode melhorar a evolução da doença renal crônica, desde que os pacientes sejam muito bem orientados e acompanhados durante todo o período de uso do medicamento alopurinol”, salientou a mestranda.


Programa de intervenção multicomponente avalia aptidão física de adolescentes

Por: Josemar Santos
Publicado em: 

 

A mestranda do Programa de Pós-graduação em Promoção da Saúde da Unisc - Mestrado e Doutorado (PPGPS), Letícia de Borba Schneiders (foto), desenvolveu um estudo de intervenção com adolescentes com sobrepeso e obesidade do município de Santa Cruz do Sul. Sob orientação da professora Cézane Priscila Reuter e co-orientação da professora Jane Dagmar Pollo Renner, a dissertação faz parte do projeto Obesidade em escolares da educação básica: um estudo de intervenção interdisciplinar - Fase III. Através do estudo, foram investigados os efeitos de um programa de intervenção multicomponente sobre a aptidão física aeróbia e muscular, composição corporal e biomarcadores da insulina de adolescentes com sobrepeso e obesidade, com a colaboração de outras instituições, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Cariri (Ceará), Universidad Pablo de Olavide (Espanha) e Universidad de Los Lagos (Chile). 

O programa de intervenção multicomponente teve duração de seis meses, com sessões de exercícios físicos (modalidades esportivas, circuitos funcionais, atividades recreativas e aquáticas) realizadas três vezes por semana, e sessões de acompanhamento nutricional e psicológico realizadas uma vez por semana. Participaram 37 adolescentes, sendo que 20 integraram o grupo controle (não participaram do programa interventivo) e 17 integraram o grupo experimental (participaram do programa interventivo).

Após o programa de intervenção multicomponente, adolescentes que participaram da intervenção reduziram a gordura corporal e a razão cintura/estatura e aumentaram os níveis de aptidão cardiorrespiratória. Não foi observada melhora nos biomarcadores da insulina, supondo que essas variáveis (HOMA-IR, insulina, glicose e resistina) demonstram-se mais resistentes a modificações.


 

Estilo de vida de usuários de academias é impactado pela pandemia

Por: Josemar Santos
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O Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde - Mestrado e Doutorado (PPGPS), em parceria com o Laboratório de Nutrição Experimental do curso de Nutrição da Unisc, divulgou os resultados da pesquisa intitulada: A era fitness no período de distanciamento social devido à pandemia da Covid-19: a relação entre a alteração do peso corporal, a saúde mental, a alimentação e outras variáveis de estilo de vida de usuários de academias. Esta pesquisa faz parte de um projeto maior, intitulado: Uso de suplementos alimentares na prática esportiva em academias: efeitos sobre a composição corporal, danos renal e hepático, acidose sanguínea, citotoxicidade e estabilidade genômica.

A pesquisa foi realizada pela mestranda Caroline dos Santos, com orientação da professora Silvia Isabel Rech Franke. O estudo foi realizado entre os meses de abril e julho de 2020, durante o período de distanciamento social controlado, no qual alguns estabelecimentos, dentre eles as academias de ginástica, mantiveram-se fechados devido à pandemia. Foram convidados a participar da pesquisa usuários de 31 academias do município de Santa Cruz do Sul. O questionário foi elaborado de forma on-line e foi divulgado nas redes sociais do PPGPS, academias parceiras e do Laboratório de Nutrição Experimental.

Participaram do estudo 102 usuários de academias, sendo a maioria mulheres. Os resultados mostraram que os indivíduos, que autorrelataram estarem excessivamente estressados, com estado de saúde ruim e que não praticaram qualquer tipo de exercício em casa, tiveram algum tipo de alteração no peso corporal. Ainda, o consumo frequente de alimentos embutidos se associou com níveis mais elevados de ansiedade e depressão; o consumo frequente de alimentos prontos foi associado a níveis mais elevados de ansiedade, estresse e depressão; o consumo de bebidas adocicadas (refrigerante e suco industrializado), apesar de ser raro entre os indivíduos avaliados, apresentou relação com os níveis de ansiedade e estresse; e o consumo frequente de doces apresentou relação com maior nível de estresse.

Estes dados evidenciam a importância de se reforçar as estratégias de promoção da saúde, com intuito de propor um estilo de vida mais saudável durante o tempo em que as pessoas permanecem em casa.

 


Tecnologia para prevenir infecções cirúrgicas de coluna vertebral

Por: Josemar Santos
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Uma pesquisa realizada através do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Unisc - Mestrado e Doutorado (PPGPS) avaliou se a aplicação de uma tecnologia (campo adesivo impregando com iodo) impactou na incidência de Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC), bem como para identificar os fatores de risco e custos dos atendimentos com desfecho de infecção e sem infecção. Participaram do estudo 60 pacientes submetidos à cirurgia de coluna em um hospital do interior do Rio Grande do Sul. A pesquisa foi realizada pela mestranda Eliane Carlosso Krummenauer, tendo como orientadora a professora Jane Dagmar Pollo Renner e co-orientador o professor Marcelo Carneiro, com participação dos professor Telmo Tiburcio Fortes Lima e da mestranda Rochele Mosmann Menezes.

Na análise, foram encontradas as seguintes características:  37 (61,7%) eram do sexo masculino, tendo como médias de idade 55 anos, índice de massa coprporal de 27,6 kg/m2, caracterizando sobrepeso, duração da cirurgia de 4,36 horas e o tempo total de hospitalização foi de 15 dias. Entre os achados na pesquisa, verificou-se que o uso da tecnologia (campo adesivo impregnado com iodo) não foi associado a uma redução estatisticamente significativa da ISC, apesar dos custos com complicações serem menores nos pacientes que utilizaram a mesma. O controle da temperatura corporal do paciente durante a cirurgia foi um fator importante para proteção de infecção.

Os pesquisadores envolvidos destacam que o aspecto relevante do estudo foi a análise qualitativa da redução dos custos, em que os pacientes que não desenvolveram ISC e aqueles que apresentaram ISC, mas utilizaram a tecnologia, tiveram uma permanência hospitalar menor e, assim, diminuição de custos com atendimento. A redução dos custos de hospitalização é um importante parâmetro para avaliar a eficácia do procedimento cirúrgico e tratamentos coadjuvantes, tais como novas tecnologias para prevenção de infecção. Esses dados podem ser úteis para o planejamento cirúrgico, aconselhamento do paciente e esforços para garantir a segurança, bem como a relação custo-benefício.

 


 

PPGPS: estudo analisa a agroecologia como alternativa à crise gerada pela pandemia

Por: Josemar Santos
Publicado em: 

Uma pesquisa realizada pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Unisc - Mestrado e Doutorado (PPGPS), Letiane de Souza Machado, intitulada Do bem-me-quer às novas Margaridas: a agroecologia que colhe o futuro e aduba o protagonismo feminino em uma região fumageira, analisou a agroecologia como alternativa à crise alimentar que se intensificou durante a pandemia de Covid-19.

Em um dos eixos da pesquisa, foram entrevistadas cinco jovens mulheres agricultoras com atuação na Articulação de Mulheres e Agroecologia (AMA), grupo organizado por alunas, ex-alunas, professoras e pesquisadoras da Escola Família Agrícola de Santa Cruz do SUL (EFASC) e do curso de Agroecologia da Uergs e de outras instituições e movimentos agroecológicos da região.  Os resultados apontaram para a importância de uma educação rural libertadora, que incentiva a permanência no campo, a valorização da agricultura, a inserção da mulher camponesa em movimentos sociais e o respeito à saúde da família e da comunidade.

Outro eixo da pesquisa analisou a agroecologia como uma alternativa para a crise alimentar durante a pandemia. O isolamento social e a suspensão de atividades de comércio e serviços geraram uma crise nas grandes indústrias alimentícias que sofreram com a falta de matéria-prima. As comunidades periféricas foram as mais atingidas, pela falta de acesso, pela alta dos preços dos alimentos frescos, pela crise econômica e pelo desemprego. Diante desse cenário, verificou-se que a agroecologia surgiu como um caminho para superação da crise alimentar pelas seguintes razões: produção e distribuição de alimentos localmente, sem a necessidade de uma logística complexa de transporte; autonomia, uso de insumos naturais gerados na propriedade, sendo independente da indústria; movimento de resistência, que questiona e luta por relações sociais e políticas mais justas e que incentiva a permanência da população rural no campo; e produção de alimentos em quantidade e qualidade suficientes, pautados no respeito e na promoção da saúde da comunidade.

O estudo contou com a orientação da professora Edna Linhares Garcia e com a co-orientação da professora Analídia Rodolpho Petry. A defesa da dissertação ocorreu no dia 24 de fevereiro, tendo na banca avaliadora as professoras Silvia Isabel Rech Franke (Unisc) e Fabiana Thomé da Cruz (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

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